Após algumas leituras de livros de poesias em sala de aula, algumas explicações (bem breves) sobre a estrutura de poemas, os alunos fizeram seus próprios versos. Um momento para refletir e para expor suas emoções; momento para praticar um pouco sobre o que leram; momento de trabalhar com as palavras artisticamente. Parabéns pela participação de todos! Estão postados abaixo alguns poemas desenvolvidos em aula. E, certamente, faremos ainda muitas leituras poéticas, e muitos de vocês, alunos poetas, certamente, aqui estarão! Grande abraço!
Este espaço é destinado a publicações de textos produzidos pelos alunos da escola Nações Unidas,além de outras formas de comunicação como fotos, vídeos e desenhos.Os "navegadores" também encontrarão aqui dicas de leituras e autores importantes!-Departamento de Língua Portuguesa-
sábado, 17 de outubro de 2009
Coisas da vida
Uma vez tive uma amiga
Ela tinha um grande amor
Todo dia em sua casa
lhe levava uma flor.
Cada dia
e cada flor
um jardim.
Cada flor eu lhe dava,
colocava nela o meu amor.
Cada amor que lhe entregava
estava nesta flor.
Um dia tive que partir
E parti seu coração.
Deixei para o seu amor
apenas uma flor
que o sol
matou.
Jefrey, turma 62
A luz
A luz das estrelas
é o olhar da lua.
Quando o relógio
bate três vezes
a rua fica escura.
Beatriz Neglia, turma 62
Amor
Havia uma flor
essa flor
juntou o nosso amor.
Lá, naquele jardim,
o sol
trouxe você pra mim.
Tawine, turma 62
Rua Vazia
Passo por uma rua
rua vazia, rua estrelada
passo todos os dias
escura toda a noite, vejo a lua
lua nova, lua bonita.
Saio da minha casa
passo pela rua, rua vazia
vento passa noite e dia
não tenho relógio, olho para as estrelas
já sei que as horas são vazias
Thayná Moraes, turma 62
rua vazia, rua estrelada
passo todos os dias
escura toda a noite, vejo a lua
lua nova, lua bonita.
Saio da minha casa
passo pela rua, rua vazia
vento passa noite e dia
não tenho relógio, olho para as estrelas
já sei que as horas são vazias
Thayná Moraes, turma 62
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
55 FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

Pessoal, a Feira está se aproximando,isto é, a grande festa do livro está para começar. Não há como ficar de fora da maior feira do livro em céu aberto da América Latina. Vou deixar por aqui algumas informações retiradas do sítio oficial da feira.
Quando: De 30 de outubro a 15 de novembro;
Onde: Porto Alegre,RS;
Localização: Praça da Alfândega, Cais do Porto, Av. Sepúlveda, Casa de Cultura Mario Quintana, Memorial do RS, Santander Cultural e Centro Cultural Erico Verissimo.
PARTICIPE!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
BANDA NAÇÕES UNIDAS
Acho bacana deixar aqui no blog um pouco da apresentação da banda de nossa escola. A música é uma das manifestações de linguagem mais linda que existe, uma forma de comunição universal... Aproveito para parabenizar todos os integrantes da banda, o regente Diego e a todos aqueles que, de alguma maneira, estão envolvidos nesse projeto! A imagem e o som não estão muito bons, mas vale o registro.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
SAMBA, FUNK, MPB, POP, ROCK

Destacando o texto dos alunos Marllon e Maylon, da turma 61, que fizeram um pequeno panorama de alguns estilos musicais. Queridíssimos, falaram sobre o início das rodas de SAMBA na casa da Tia Ciata, início do século XX, no Rio de Janeiro...
FUNK- som popular no Brasil, chamado nos Eua de som negro... no Brasil é muito conhecido como "Pancadão"...
MPB- A múscia brasileira faz a cabeça de todas as idades, não é só o som que nossos pais escutam, muitos já largaram desse preconceito...
POP- Quem faz pop, pensa em fazer música para divertir e alegrar e também para acertar o coração das pessoas. Ninguém esquece um pop bem feito...
ROCK- Tá aí um gênero que veio realmente para ficar...
FUNK- som popular no Brasil, chamado nos Eua de som negro... no Brasil é muito conhecido como "Pancadão"...
MPB- A múscia brasileira faz a cabeça de todas as idades, não é só o som que nossos pais escutam, muitos já largaram desse preconceito...
POP- Quem faz pop, pensa em fazer música para divertir e alegrar e também para acertar o coração das pessoas. Ninguém esquece um pop bem feito...
ROCK- Tá aí um gênero que veio realmente para ficar...
domingo, 28 de junho de 2009
São João também é época de BOI
Acompanhe
As são as aventuras da 4ª série, turma 42,
Descobrindo cores, saberes e sabores do Norte
quarta-feira, 24 de junho de 2009
EGITO
Muitas vezes, nós, professores, temos o hábito de comentar sobre nossas aulas, sobre o que estamos fazendo, de que maneira... Pois é, foi numa dessas conversas com a professora Mara, que fiquei sabendo que ela estava desenvolvendo, com seus alunos, um trabalho muito bacana sobre o Egito. Os alunos e a professora estudaram as pirâmides, os faraós, os papiros, as múmias... A professora comentou-me, com muito entusiasmo, sobre o interesse e a curiosidade de seus alunos. Fui "contaminada" com tanta empolgação e resolvi participar da aula em que os estudantes "confeccionaram" uma múmia. Simplesmente, A-DO-REI!!! Apesar de toda "lambança": gesso, ataduras e água pra tudo que é lado (risos), foi uma experiência muito interessante e divertida pra mim. Como agradecimento, fiz esse vídeo que é um "mimo" pra turma e pra professora Mara.
Parabéns para a turma do terceiro ano e, também, para a professora!
Com carinho...
quarta-feira, 10 de junho de 2009
SAUDADE PASSADA
O meu coração
sofre por uma paixão
que não esqueci
Um amor escondido
Com um tempo corrido
por não ter compreendido
por fim a perdi
A saudade bateu
meu coração estremeceu
por essa paixão
Amar o perdido
deixa confundido
meu pobre coração
Poema elaborado a partir de "Memória", de Drummond.
Autores: Everton e Samantha da turma 83
sofre por uma paixão
que não esqueci
Um amor escondido
Com um tempo corrido
por não ter compreendido
por fim a perdi
A saudade bateu
meu coração estremeceu
por essa paixão
Amar o perdido
deixa confundido
meu pobre coração
Poema elaborado a partir de "Memória", de Drummond.
Autores: Everton e Samantha da turma 83
O AMOR E A SOLIDÃO
Confundido o amor e a paixão
no coração
sentimentos de solidão.
O coração sofre
um amor incompreendido
sofre mais ainda
amor não correspondido.
Acolhido nos teus braços
lentamente me perco
lembrando de teus abraços
agora meus sentimentos em pedaços.
Confundido o amor a paixão a amizade
não sei distinguir tais sentimentos
essa é minha inexplicável realidade.
Poema elaborado a partir de "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Alessandra e Gabrieli da turma 83
no coração
sentimentos de solidão.
O coração sofre
um amor incompreendido
sofre mais ainda
amor não correspondido.
Acolhido nos teus braços
lentamente me perco
lembrando de teus abraços
agora meus sentimentos em pedaços.
Confundido o amor a paixão a amizade
não sei distinguir tais sentimentos
essa é minha inexplicável realidade.
Poema elaborado a partir de "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Alessandra e Gabrieli da turma 83
MEMÓRIA
Memória às vezes pode ser boa
outras, prejudicial
lembranças meio apagadas
ou presentes
expostas em um mural.
O tempo pode pesar
mas a história
presente ou distante
nunca vai se apagar.
Memórias são lembranças
lembranças são sentimentos
um filme, uma tatuagem
memória no meu pensamento.
Poema elaborado a partir do poema "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Leonardo e Willian da turma 81
outras, prejudicial
lembranças meio apagadas
ou presentes
expostas em um mural.
O tempo pode pesar
mas a história
presente ou distante
nunca vai se apagar.
Memórias são lembranças
lembranças são sentimentos
um filme, uma tatuagem
memória no meu pensamento.
Poema elaborado a partir do poema "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Leonardo e Willian da turma 81
MEMÓRIA DE UM CORAÇÃO
No coração são guardadas
lembranças de pessoas, de momentos,
coisas que se vão.
Sem termos a liberdade de escolher
entre o sim e o não.
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Que da nossa memória
nunca sairão!
Poema feito a partir de "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Nathália e Moisés da turma 81
lembranças de pessoas, de momentos,
coisas que se vão.
Sem termos a liberdade de escolher
entre o sim e o não.
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Que da nossa memória
nunca sairão!
Poema feito a partir de "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Nathália e Moisés da turma 81
terça-feira, 9 de junho de 2009
O AMOR PASSA
O primeiro amor passou
O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua
E o amor não pára
A chama da paixão
Continua acesa
Com a porta aberta
Para novos amores
Esperando sempre
Apaixonar-se de novo
Meu coração diz sim
Minha razão diz não
Gostaria de saber
O que diz seu coração...
Poema com versos iniciais de "Consolo na Praia" (Drummond).
Autores: Marco Antonio, Andressa Benites e Pamella da turma 72
O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua
E o amor não pára
A chama da paixão
Continua acesa
Com a porta aberta
Para novos amores
Esperando sempre
Apaixonar-se de novo
Meu coração diz sim
Minha razão diz não
Gostaria de saber
O que diz seu coração...
Poema com versos iniciais de "Consolo na Praia" (Drummond).
Autores: Marco Antonio, Andressa Benites e Pamella da turma 72
O AMOR
O primeiro amor passou
nada restou.
O segundo amor passou
tudo mudou.
O terceiro amor passou
mas o coração continua.
Ah, como é lindo o amor
mas algumas vezes acaba em dor.
Ah, como é lindo o amor
Às vezes é lindo, às vezes é um horror.
O amor é tudo
O amor é nada
É ruim saber quando o amor acaba
O amor é difícil de entender
mexe com o coração e é ruim de esquecer.
Quando amamos o coração não pára de bater
O amor é ruim de entender.
Poema elaborado com alguns versos de "Consolo na Praia", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Eliézer, Gabriela e Luana da turma 72
nada restou.
O segundo amor passou
tudo mudou.
O terceiro amor passou
mas o coração continua.
Ah, como é lindo o amor
mas algumas vezes acaba em dor.
Ah, como é lindo o amor
Às vezes é lindo, às vezes é um horror.
O amor é tudo
O amor é nada
É ruim saber quando o amor acaba
O amor é difícil de entender
mexe com o coração e é ruim de esquecer.
Quando amamos o coração não pára de bater
O amor é ruim de entender.
Poema elaborado com alguns versos de "Consolo na Praia", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Eliézer, Gabriela e Luana da turma 72
O TEMPO
O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente
Um minuto para o fim do mundo, toda nossa vida em 60 segundos
Uma volta no ponteiro do relógio para viver, o tempo corre contra mim
Sempre foi assim
Eu, de olhos fechados, ponteiros parados, tento enganar meu coração
Fugir para outro lado, em outra direção, em um mundo que não dá para entrar
Às vezes me sinto só, como ponteiro amputado, pouco compreendido
Pelas pessoas, ponteiros acelerados, ao meu redor.
Poema livremente inspirado em "Mãos Dadas", de Drummond.
Autores: Marlon e Vladimir da turma 82
Um minuto para o fim do mundo, toda nossa vida em 60 segundos
Uma volta no ponteiro do relógio para viver, o tempo corre contra mim
Sempre foi assim
Eu, de olhos fechados, ponteiros parados, tento enganar meu coração
Fugir para outro lado, em outra direção, em um mundo que não dá para entrar
Às vezes me sinto só, como ponteiro amputado, pouco compreendido
Pelas pessoas, ponteiros acelerados, ao meu redor.
Poema livremente inspirado em "Mãos Dadas", de Drummond.
Autores: Marlon e Vladimir da turma 82
O TEMPO E A VIDA
O tempo passa
Passa o tempo
O tempo passou...
E o tempo é minha matéria
O tempo está presente
Está presente o tempo
O tempo presente é presente para nós
Os homens são presentes
Homens e mulheres são presentes
A vida é presente
Presente é a vida
Nunca duvide da vida
Pois ela é o reflexo do tempo
Deixe que o tempo resolva
O presente que é a vida.
Passa o tempo
O tempo passou...
E o tempo é minha matéria
O tempo está presente
Está presente o tempo
O tempo presente é presente para nós
Os homens são presentes
Homens e mulheres são presentes
A vida é presente
Presente é a vida
Nunca duvide da vida
Pois ela é o reflexo do tempo
Deixe que o tempo resolva
O presente que é a vida.
Poema inspirado em "Mãos Dadas", de Drummond com estrutura que lembra "No meio do Caminho". A aluna "brincou" com a linguagem, ora usando a palavra presente como demonstração de tempo, ora utilizando como algo recebido.
Autora: Karina Oliveira da turma 82
segunda-feira, 8 de junho de 2009
MÃOS DADAS- DRUMMOND
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE- Dica
O poeta Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato de Dentro, Estado de Minas Gerais, em 31 de outubro no ano de 1902. Em 1916, foi aluno interno no Colégio Arnaldo, da Congregação do Verbo Divino, Belo Horizonte.
Em 1918 estudou no Colégio Anchieta da Companhia de Jesus, em Nova Friburgo, foi laureado em "certames literários". Seu poema em prosa "Onda" foi publicado por seu irmão Altivo, no único número do jornalzinho Maio. Depois, foi expulso do Colégio Anchieta por "insubordinação mental".
Em 1930, Drummond publica seu primeiro livro, Alguma Poesia, em edição de 500 exemplares paga pelo autor, sob o selo imaginário Edições Pindorama, criado por Eduardo Frieiro. Em 1940, publica Sentimento do Mundo, em tiragem de 150 exemplares, distribuídos entre os amigos.
Paralelamente, o poeta durante toda sua vida foi funcionário público e publicou vários livros de poemas. Drummond é considerado um dos maiores poetas brasileiros. Escritor tímido e inteligentíssimo de uma sensibilidade aguda. A poesia de Drummond é feita de combate entre a timidez e a ferocidade. "A sensibilidade, o golpe de inteligência, as quedas de timidez se enterseccionam..."
Só para lembrar, há em nossa biblioteca inúmeros livros de Drummond. Vale a pena lê-lo. Há belos poemas e belas crônicas também. Vá lá e confira!
Fonte de informações: Poesia Completa volume único- editora Nova Aguilar
sábado, 6 de junho de 2009
FESTA JUNINA 2009
Mas bah, a festa junina estava boa demais! Parabéns a todos que, de alguma maneira, colaboraram com o evento. Aos que trabalharam nos bastidores, aos que estavam mais expostos, todos contribuindo para uma grande confraternização. E um abração do tamanho do mundo para os alunos que compareceram e tornaram nossa festa mais colorida e divertida. Queremos mais!!!!!!!!!!!!!! Beijo a todos!
PS: O vídeo é uma pequena lembrança do dia... Ah, a música é de Dominguinhos em parceria com Chico Buarque.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
FERNANDO SABINO
Ultimamente temos lido alguns textos de Fernando Sabino. Vocês(alunos) têm gostado bastante, principalmente do conto "O Homem nu". Achei no Youtube um trecho de entrevista muito bacana do escritor. Sabino foi iluminado e sábio em sua fala. Salve, Fernando Sabino!
sábado, 16 de maio de 2009
TRIO TERNURA
Texto elaborado a partir de mote de da crônica "Os Condôminos", de Fernando Sabino.
Licanor, Sakunumo e Bobby eram três amigos inseparáveis. Eles moravam num bairro muito conhecido nos Estados Unidos, mais especificamente em Nova York, esse bairoo era o Brooklyn.
Lá eles eram muito conhecidos, todos os chamavam de Trio Ternura. Esse apelido era meio irônico, piada, pois os meninos eram os reis da peripécia, esses moleques estavam sempre aprontando alguma coisa. O mentor do trio era o Licanor, o mais velho e também o mais esperto dos três. Como de costume, Licanor resolveu aprontar mais uma de suas peripécias.
Licanor inventou uma festa. Para isso acontecer, precisava de um lugar. Daí Sakunumo e Bobby deram-lhe a ideia de fazer a festa num antigo apartamento. Quando eles chegaram no lugar, a porta estava aberta. Foi só os três surgirem e arriscarem uma espiada para a sala, o dono do lugar saltou da mesa para ver quem estava entrando em seu território.
Os três "arregalaram" os olhos e saíram correndo. À saída, notaram que o prédio não tinha elevador, então pularam do segundo andar e nunca mais voltaram ou tentaram fazer festinhas naquele lugar.
Texto elaborado pelos alunos Pablo e Gian da turma 82.
O EDIFÍCIO
Texto livremente inspirado na crônica "Os Condôminos", de Fernando Sabino.
Foi num dia de semana, numa quinta-feira. Tive que me acordar cedo, às 8horas para ir até a casa de minha tia, pegar um livro que tinha esquecido por lá, depois, à tarde, fui à escola.
Quando cheguei na casa de minha tia, notei que algo estava estranho. Percebi que estava acontecendo alguma coisa que não acostumava acontecer. Estava acontecendo uma traição! A porta estava aberta. Foi só eu surgir e arriscar uma espiada para a sala, e meu tio saltou da mesa para receber-me. Ele estava conversando com uma mulher na sala do apartamento.
Peguei meu livro e fui embora, à saída lembrei, de passagem, que o edifício não tinha elevador. Quando estava descendo as escadas, minha tia estava subindo. Fiquei sem saber o que fazer na hora em que a vi. No momento, inventei uma desculpa e pedi para que ela me levasse de carro até o colégio. Ela estranhou, mas viu que eu estava nervosa e acabou me levando.
Até hoje não sei se ela percebeu que estava sendo enganada pelo marido. Só sei que depois disso, nunca mais estive lá.
Texto elaborado pelas alunas Alessandra e Luana da turma 82.
UMA NOITE NO EDIFÍCIO
O texto a seguir foi elaborado a partir de mote da crônica "Os Condôminos", de Fernando Sabino.
Numa noite, eu e minha família seguíamos na avenida Monteiro Lobato, quando avistamos um prédio e de lá ouvíamos gritos de um senhor. Ele pedia socorro, pois estava passando mal e, imediatamente, corri em direção ao edifício.
Quando entrei, notei que o prédio era assombrado e também muito escuro. Desesperada, segui para as escadas, quando cheguei no andar dos gritos, olhei e a porta estava aberta. Foi só eu surgir e arriscar uma espiada para a sala, o dono da casa saltou da mesa para receber-me. Peguei o senhor no colo e saí correndo com ele nos braços. Dei de cara com um tipo de fantasma no corredor e deixei o senhor cair de meus braços e saí gritando: "Socorroooooooooo". Foi então que me lembrei do senhor e voltei para pegá-lo.
Quando ia em direção do elevador à saída notei, de passagem, que o edifício não tinha elevador. Desci as escadas correndo. Depois, levei o senhor ao hospital para deixá-lo em repouso. Fui embora para, em breve, visit-a-lo.
Texto desenvolvido pelas alunas Alessandra, Maria Júlia e Mayara da turma 83.
terça-feira, 28 de abril de 2009
"O RESTO É SILÊNCIO"
Vinicius Montes era atendente da livraria do Globo, era muito fã do escritor Antônio Santiago, sempre estava com um de seus livros em baixo do braço. Quando o serviço diminuia, Vinicius com certeza lia as histórias de Santiago.
Algumas pessoas inventaram que Vinicius Montes era homossexual, pelo fato dele não ter namorada e, também, por colecionar todas as fotos e notícias que saíam a respeito de seu ídolo, Antônio Santiago. O autor, por sua vez, nunca cogitou a existência desse livreiro. Amigos e colegas de trabalho começaram a estranhar alguns comportamentos estranhos de Vinicius.Nos últimos tempos, o livreiro só falava no seu ídolo, as pessoas estranhavam, mas também nem davam importância.
Todo o dia, oito horas da manhã, Vinicius fazia a mesma coisa. Pegava o trem para ir ao trabalho, sempre lendo um livro. Só que numa manhã foi diferente: Vinicius avistou o trem se aproximando, imediatamente foi para os trilhos e lá ficou até o trem vir e não conseguir parar. Agora, em volta dele, havia uma multidão... logo chegou a polícia, que acabou isolando o local. Ninguém sabia o motivo que levara aquele homem a tomar tal atitude, todos estavam curiosos.
Em cima de um banco, acharam um livro e dentro dele uma carta dizendo: "Com tantas críticas e mentiras sobre mim, fiquei sem saída, não aguentava mais viver, gostaria de um minuto com o meu maior ídolo, que talvez entendesse o que estou passando. Não sou o que dizem, até gosto de uma garota, então passo o meu tempo lendo e refletindo com os livros de Antônio Santiago. Adeus".
Texto livremente inspirado na história "O Resto é Silêncio" de Erico Verissimo. A produção textual foi feita pelas alunas Nathalia e Giuliany da turma 81.
domingo, 19 de abril de 2009
ANTES QUE O MUNDO ACABE-dica de leitura
Quero comentar sobre este livro do autor Marcelo Carneiro da Cunha, o mesmo que escreveu os ótimos "Codinome Duda", "Duda 2, a missão", "Insônia" e outros. "Antes que o Mundo acabe"(editora Projeto), é uma história muito bacana. Ao lê-lo, vamos adentrando no mundo de Daniel, guri de 16 anos, que mora numa cidade do interior e vive com uma mãe bastante "chorona" e uma vó bastante "dura".
A vida de Daniel começa a mudar quando seu pai (ausente) resolve se corresponder com ele, o encontro dos dois se dá através de cartas. Daniel vai conhecendo o mundo nesse diálogo com o pai, todas as cartas que o guri recebe vêm com fotos de várias regiões do mundo, lugares que seu pai fotografou.
O leitor, assim como o personagem Daniel, vai verificando através das falas e das imagens, a beleza do mundo e suas diferenças. O leitor percebe que, muitas vezes, a distância é uma forma de reaproximação. Vale a leitura. O livro é tocante.
A vida de Daniel começa a mudar quando seu pai (ausente) resolve se corresponder com ele, o encontro dos dois se dá através de cartas. Daniel vai conhecendo o mundo nesse diálogo com o pai, todas as cartas que o guri recebe vêm com fotos de várias regiões do mundo, lugares que seu pai fotografou.
O leitor, assim como o personagem Daniel, vai verificando através das falas e das imagens, a beleza do mundo e suas diferenças. O leitor percebe que, muitas vezes, a distância é uma forma de reaproximação. Vale a leitura. O livro é tocante.
terça-feira, 14 de abril de 2009
MEUS PROFESSORES
Trabalhando um texto sobre profissionalização, mercado de trabalho, especialização e outras coisas do gênero, surgiu, por parte dos alunos, a vontade de saber como nasceram determinadas escolhas profissionais de algumas pessoas. A ideia inicial foi fazer uma enquete, abordando várias áreas de conhecimento. Questões como: houve alguma influência familiar na decisão? Que curso técnico precisou fazer? Que faculdade? Com quantos anos descobriu sua vocação? Enfim, essas minúcias. Mas a curiosidade maior ficou mesmo no âmbito da escola. Os alunos resolveram saber, com seus professores, os motivos que os levaram a ingressar na carreira docente. Bem, começa agora a série MEUS PROFESSORES. O primeiro depoimento é da professora Tânia Bretanha, responsável pela disciplina de Educação Artística.
O registro em vídeo e sua publicação foi autorizado pela professora. Alunos participantes: Chríschina Ferreira, Jéssica Batista, Maiara Marques, Moisés Rodrigues e Natacha Silveira.
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