Este espaço é destinado a publicações de textos produzidos pelos alunos da escola Nações Unidas,além de outras formas de comunicação como fotos, vídeos e desenhos.Os "navegadores" também encontrarão aqui dicas de leituras e autores importantes!-Departamento de Língua Portuguesa-
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
O INTERNETÊS

Na Internet conversamos com as pessoas usando gírias, usando palavras que normalmente não utilizamos no dia-a-dia, e muito menos na escola. Não é possível um aluno entregar um trabalho para a professora com palavras como: naum, vc ou oxê.
A professora jamais aceitaria um trabalho assim, com certeza o aluno receberia um zero. Tem algumas pessoas que se prejudicam por conta da internet na hora de fazer um texto, mas eu, por exemplo, sei muito bem separar uma coisa da outra.
A linguagem da internet tem que ser usada em Lan-houses, em lugares onde você esteja no computador, não na escola, lugar em que as palavras e os textos devem ser mais formais, são coisas diferentes que precisam ser usadas em lugares totalmente diferentes.
Precisamos sempre ter muito cuidado na hora de fazer um texto, principalmente pessoas que são viciadas em orkut, msn e tantas outras coisas que podem atrapalhar nossa vida e o nosso dia-a-dia.
TEXTO da aluna SAMANTA RODRIGUES, turma 81
LINGUAGEM DA INTERNET E A ESCOLA
Não sou usuário da Internet, mas acho que a linguagem utilizada nesse meio não prejudica na escola, penso que internet é internet e escola é escola, temos que saber separar isso.
Apesar disso parecer prejudicial, para alguns alunos essa linguagem não deixa de ser uma maneira de comunicação muito importante, pois é bastante usada. Eu, particularmente, não utilizo a linguagem da internet, mas consigo entendê-la. Ela é boa por um lado: com ela podemos abreviar as palavras, usar bem menos espaços, explico-me, neste texto, por exemplo, usarei em média 25 linhas, mas na linguagem da internet, teria bem menos.
Não tenho certeza, mas acho que essa linguagem teve origem no celular, nos famosos torpedos, que são usados até hoje. Penso que mais pra frente, a situação vai se alterar bem mais... muitas palavras serão abreviadas, vários acentos sumirão e várias regras da língua portuguesa serão ignoradas, mas fazer o quê? Internet é Internet!
Sinceramente, não gosto muito desse meio de comunicação, não sou chegado em computador, mas estou ciente que tenho que aprender. Hoje em dia, quem não mexe em computador é da era da pedra.
TEXTO do aluno LEONARDO TEIXEIRA, turma 81
O ABANDONO DE CÃES
Vou contar uma história que foi uma grande polêmica, todos assistiram pela tevê. É uma história de cães que foram abandonados em uma casa. Eles sofriam muito, não tinham o que comer, eles comiam suas próprias fezes, não bebiam nada, porque não havia água. Entre tantos cachorros, tinham alguns doentes, com sarna e até alguns já estavam mortos.
Quando vi essa história, fiquei apavorada, e senti muita pena deles. Isso tudo aconteceu em Viamão, em uma casa abandonada, cheia de cães presos ali dentro, passando fome e morrendo. Essa história foi mostrada num telejornal, ao meio-dia.
Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem, mas eu acho que o homem não é o melhor amigo do cachorro, não sei como conseguem fazer isso com cães, que são animais que não fazem mal a ninguém.
Bem, depois que essa matéria foi ao ar, muitas pessoas ajudaram a tirar os cães daquele lugar. Os cachorros doentes ganharam atendimento veterinário e foram levados para um canil. Cada bichinho ganhou uma casa, e agora eles têm comida e água todos os dias. Sem falar no amor e carinho dos voluntários que os ajudam.
CRÔNICA da aluna MONIQUE SANTOS, turma 71
A VELHICE
Quando pego o ônibus, ao passar pela roleta, fico procurando algum lugar para mim. Ao ver aqueles lugares vermelhos, mesmo sabendo que são para os idosos, pego e me sento.Assim, o ônibus segue a sua viagem. Ao chegar na parada, sobe uma velhinha de cabelos de algodão, ela sobe bem devagarinho, passa pela roleta mais devagar ainda. Eu pego as minhas coisas e me levanto, cedo o lugar para a senhora, melhor dizendo, para sua dona por direito.
Logo fico de pé, procurando outro lugar para mim. Encontro um banco, atrás de um casal. Sento-me e fico pensando. O casal começa a conversar, sem querer passar por "catadeira", começo a escutar a conversa. Eles falavam que quando ficassem velhos, iriam pegar suas coisas e viver na "Spam", para não atrapalhar a vida de ninguém.
Ao ouvir aquela conversa, eu senti raiva, não gostei de saber que para eles as pessoas mais velhas não são nada, que só servem para "atrapalhar" a vida das pessoas. Achei o fato muito preconceituoso, os idosos são pessoas que ainda estão vivos e ainda podem, sim, se divertir, passear... são direitos deles!
Distraída, vejo que está na hora de eu descer, pego minhas coisas correndo e aperto o sinal. Esse fato ficou no meu pensamento, pois um dia vou ficar velha e não vou gostar que me joguem num canto, esperando o meu fim chegar.
CRÔNICA da aluna JÉSSICA OLIVEIRA, turma 71
sábado, 17 de outubro de 2009
GINCANA 2009/EQUIPE BRANCA- TARDE
No turno da tarde, a equipe vencedora da gincana foi o pessoal do branco. Os participantes destacaram-se praticamente em todas as modalidades. Abaixo, trecho de uma peça encenada por algumas meninas da equipe. Parabéns!
GINCANA 2009/ EQUIPE VERDE-MANHÃ
Para comemorar a semana da criança, nossa escola proporcionou aos alunos diversas atividades. Tais atividades foram desenvolvidas na gincana, que foi um sucesso. Os alunos empenharam-se bastante para as tarefas de conhecimento geral, aptidão física, conhecimento específico e vários outros desafios. Além disso, praticaram ao máximo o "espírito de equipe". Não estamos sós! Todos temos conhecimento e capacidade, devemos, portanto, compartilhar e ajudar os outros, todos têm talentos e eles podem e devem ser mostrados.
Parabéns a todos, em especial, à equipe verde, do turno da manhã, a grande vencedora! Fica aqui um pouquinho do pessoal, numa cantoria nascida da música de Roberto Carlos, "Emoções", para homenagear a nossa escola.
FAZENDO VERSOS
Após algumas leituras de livros de poesias em sala de aula, algumas explicações (bem breves) sobre a estrutura de poemas, os alunos fizeram seus próprios versos. Um momento para refletir e para expor suas emoções; momento para praticar um pouco sobre o que leram; momento de trabalhar com as palavras artisticamente. Parabéns pela participação de todos! Estão postados abaixo alguns poemas desenvolvidos em aula. E, certamente, faremos ainda muitas leituras poéticas, e muitos de vocês, alunos poetas, certamente, aqui estarão! Grande abraço!
Coisas da vida
Uma vez tive uma amiga
Ela tinha um grande amor
Todo dia em sua casa
lhe levava uma flor.
Cada dia
e cada flor
um jardim.
Cada flor eu lhe dava,
colocava nela o meu amor.
Cada amor que lhe entregava
estava nesta flor.
Um dia tive que partir
E parti seu coração.
Deixei para o seu amor
apenas uma flor
que o sol
matou.
Jefrey, turma 62
A luz
A luz das estrelas
é o olhar da lua.
Quando o relógio
bate três vezes
a rua fica escura.
Beatriz Neglia, turma 62
Amor
Havia uma flor
essa flor
juntou o nosso amor.
Lá, naquele jardim,
o sol
trouxe você pra mim.
Tawine, turma 62
Rua Vazia
Passo por uma rua
rua vazia, rua estrelada
passo todos os dias
escura toda a noite, vejo a lua
lua nova, lua bonita.
Saio da minha casa
passo pela rua, rua vazia
vento passa noite e dia
não tenho relógio, olho para as estrelas
já sei que as horas são vazias
Thayná Moraes, turma 62
rua vazia, rua estrelada
passo todos os dias
escura toda a noite, vejo a lua
lua nova, lua bonita.
Saio da minha casa
passo pela rua, rua vazia
vento passa noite e dia
não tenho relógio, olho para as estrelas
já sei que as horas são vazias
Thayná Moraes, turma 62
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
55 FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

Pessoal, a Feira está se aproximando,isto é, a grande festa do livro está para começar. Não há como ficar de fora da maior feira do livro em céu aberto da América Latina. Vou deixar por aqui algumas informações retiradas do sítio oficial da feira.
Quando: De 30 de outubro a 15 de novembro;
Onde: Porto Alegre,RS;
Localização: Praça da Alfândega, Cais do Porto, Av. Sepúlveda, Casa de Cultura Mario Quintana, Memorial do RS, Santander Cultural e Centro Cultural Erico Verissimo.
PARTICIPE!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
BANDA NAÇÕES UNIDAS
Acho bacana deixar aqui no blog um pouco da apresentação da banda de nossa escola. A música é uma das manifestações de linguagem mais linda que existe, uma forma de comunição universal... Aproveito para parabenizar todos os integrantes da banda, o regente Diego e a todos aqueles que, de alguma maneira, estão envolvidos nesse projeto! A imagem e o som não estão muito bons, mas vale o registro.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
SAMBA, FUNK, MPB, POP, ROCK

Destacando o texto dos alunos Marllon e Maylon, da turma 61, que fizeram um pequeno panorama de alguns estilos musicais. Queridíssimos, falaram sobre o início das rodas de SAMBA na casa da Tia Ciata, início do século XX, no Rio de Janeiro...
FUNK- som popular no Brasil, chamado nos Eua de som negro... no Brasil é muito conhecido como "Pancadão"...
MPB- A múscia brasileira faz a cabeça de todas as idades, não é só o som que nossos pais escutam, muitos já largaram desse preconceito...
POP- Quem faz pop, pensa em fazer música para divertir e alegrar e também para acertar o coração das pessoas. Ninguém esquece um pop bem feito...
ROCK- Tá aí um gênero que veio realmente para ficar...
FUNK- som popular no Brasil, chamado nos Eua de som negro... no Brasil é muito conhecido como "Pancadão"...
MPB- A múscia brasileira faz a cabeça de todas as idades, não é só o som que nossos pais escutam, muitos já largaram desse preconceito...
POP- Quem faz pop, pensa em fazer música para divertir e alegrar e também para acertar o coração das pessoas. Ninguém esquece um pop bem feito...
ROCK- Tá aí um gênero que veio realmente para ficar...
domingo, 28 de junho de 2009
São João também é época de BOI
Acompanhe
As são as aventuras da 4ª série, turma 42,
Descobrindo cores, saberes e sabores do Norte
quarta-feira, 24 de junho de 2009
EGITO
Muitas vezes, nós, professores, temos o hábito de comentar sobre nossas aulas, sobre o que estamos fazendo, de que maneira... Pois é, foi numa dessas conversas com a professora Mara, que fiquei sabendo que ela estava desenvolvendo, com seus alunos, um trabalho muito bacana sobre o Egito. Os alunos e a professora estudaram as pirâmides, os faraós, os papiros, as múmias... A professora comentou-me, com muito entusiasmo, sobre o interesse e a curiosidade de seus alunos. Fui "contaminada" com tanta empolgação e resolvi participar da aula em que os estudantes "confeccionaram" uma múmia. Simplesmente, A-DO-REI!!! Apesar de toda "lambança": gesso, ataduras e água pra tudo que é lado (risos), foi uma experiência muito interessante e divertida pra mim. Como agradecimento, fiz esse vídeo que é um "mimo" pra turma e pra professora Mara.
Parabéns para a turma do terceiro ano e, também, para a professora!
Com carinho...
quarta-feira, 10 de junho de 2009
SAUDADE PASSADA
O meu coração
sofre por uma paixão
que não esqueci
Um amor escondido
Com um tempo corrido
por não ter compreendido
por fim a perdi
A saudade bateu
meu coração estremeceu
por essa paixão
Amar o perdido
deixa confundido
meu pobre coração
Poema elaborado a partir de "Memória", de Drummond.
Autores: Everton e Samantha da turma 83
sofre por uma paixão
que não esqueci
Um amor escondido
Com um tempo corrido
por não ter compreendido
por fim a perdi
A saudade bateu
meu coração estremeceu
por essa paixão
Amar o perdido
deixa confundido
meu pobre coração
Poema elaborado a partir de "Memória", de Drummond.
Autores: Everton e Samantha da turma 83
O AMOR E A SOLIDÃO
Confundido o amor e a paixão
no coração
sentimentos de solidão.
O coração sofre
um amor incompreendido
sofre mais ainda
amor não correspondido.
Acolhido nos teus braços
lentamente me perco
lembrando de teus abraços
agora meus sentimentos em pedaços.
Confundido o amor a paixão a amizade
não sei distinguir tais sentimentos
essa é minha inexplicável realidade.
Poema elaborado a partir de "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Alessandra e Gabrieli da turma 83
no coração
sentimentos de solidão.
O coração sofre
um amor incompreendido
sofre mais ainda
amor não correspondido.
Acolhido nos teus braços
lentamente me perco
lembrando de teus abraços
agora meus sentimentos em pedaços.
Confundido o amor a paixão a amizade
não sei distinguir tais sentimentos
essa é minha inexplicável realidade.
Poema elaborado a partir de "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Alessandra e Gabrieli da turma 83
MEMÓRIA
Memória às vezes pode ser boa
outras, prejudicial
lembranças meio apagadas
ou presentes
expostas em um mural.
O tempo pode pesar
mas a história
presente ou distante
nunca vai se apagar.
Memórias são lembranças
lembranças são sentimentos
um filme, uma tatuagem
memória no meu pensamento.
Poema elaborado a partir do poema "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Leonardo e Willian da turma 81
outras, prejudicial
lembranças meio apagadas
ou presentes
expostas em um mural.
O tempo pode pesar
mas a história
presente ou distante
nunca vai se apagar.
Memórias são lembranças
lembranças são sentimentos
um filme, uma tatuagem
memória no meu pensamento.
Poema elaborado a partir do poema "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Leonardo e Willian da turma 81
MEMÓRIA DE UM CORAÇÃO
No coração são guardadas
lembranças de pessoas, de momentos,
coisas que se vão.
Sem termos a liberdade de escolher
entre o sim e o não.
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Que da nossa memória
nunca sairão!
Poema feito a partir de "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Nathália e Moisés da turma 81
lembranças de pessoas, de momentos,
coisas que se vão.
Sem termos a liberdade de escolher
entre o sim e o não.
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Que da nossa memória
nunca sairão!
Poema feito a partir de "Memória", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Nathália e Moisés da turma 81
terça-feira, 9 de junho de 2009
O AMOR PASSA
O primeiro amor passou
O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua
E o amor não pára
A chama da paixão
Continua acesa
Com a porta aberta
Para novos amores
Esperando sempre
Apaixonar-se de novo
Meu coração diz sim
Minha razão diz não
Gostaria de saber
O que diz seu coração...
Poema com versos iniciais de "Consolo na Praia" (Drummond).
Autores: Marco Antonio, Andressa Benites e Pamella da turma 72
O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua
E o amor não pára
A chama da paixão
Continua acesa
Com a porta aberta
Para novos amores
Esperando sempre
Apaixonar-se de novo
Meu coração diz sim
Minha razão diz não
Gostaria de saber
O que diz seu coração...
Poema com versos iniciais de "Consolo na Praia" (Drummond).
Autores: Marco Antonio, Andressa Benites e Pamella da turma 72
O AMOR
O primeiro amor passou
nada restou.
O segundo amor passou
tudo mudou.
O terceiro amor passou
mas o coração continua.
Ah, como é lindo o amor
mas algumas vezes acaba em dor.
Ah, como é lindo o amor
Às vezes é lindo, às vezes é um horror.
O amor é tudo
O amor é nada
É ruim saber quando o amor acaba
O amor é difícil de entender
mexe com o coração e é ruim de esquecer.
Quando amamos o coração não pára de bater
O amor é ruim de entender.
Poema elaborado com alguns versos de "Consolo na Praia", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Eliézer, Gabriela e Luana da turma 72
nada restou.
O segundo amor passou
tudo mudou.
O terceiro amor passou
mas o coração continua.
Ah, como é lindo o amor
mas algumas vezes acaba em dor.
Ah, como é lindo o amor
Às vezes é lindo, às vezes é um horror.
O amor é tudo
O amor é nada
É ruim saber quando o amor acaba
O amor é difícil de entender
mexe com o coração e é ruim de esquecer.
Quando amamos o coração não pára de bater
O amor é ruim de entender.
Poema elaborado com alguns versos de "Consolo na Praia", de Carlos Drummond de Andrade.
Autores: Eliézer, Gabriela e Luana da turma 72
O TEMPO
O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente
Um minuto para o fim do mundo, toda nossa vida em 60 segundos
Uma volta no ponteiro do relógio para viver, o tempo corre contra mim
Sempre foi assim
Eu, de olhos fechados, ponteiros parados, tento enganar meu coração
Fugir para outro lado, em outra direção, em um mundo que não dá para entrar
Às vezes me sinto só, como ponteiro amputado, pouco compreendido
Pelas pessoas, ponteiros acelerados, ao meu redor.
Poema livremente inspirado em "Mãos Dadas", de Drummond.
Autores: Marlon e Vladimir da turma 82
Um minuto para o fim do mundo, toda nossa vida em 60 segundos
Uma volta no ponteiro do relógio para viver, o tempo corre contra mim
Sempre foi assim
Eu, de olhos fechados, ponteiros parados, tento enganar meu coração
Fugir para outro lado, em outra direção, em um mundo que não dá para entrar
Às vezes me sinto só, como ponteiro amputado, pouco compreendido
Pelas pessoas, ponteiros acelerados, ao meu redor.
Poema livremente inspirado em "Mãos Dadas", de Drummond.
Autores: Marlon e Vladimir da turma 82
O TEMPO E A VIDA
O tempo passa
Passa o tempo
O tempo passou...
E o tempo é minha matéria
O tempo está presente
Está presente o tempo
O tempo presente é presente para nós
Os homens são presentes
Homens e mulheres são presentes
A vida é presente
Presente é a vida
Nunca duvide da vida
Pois ela é o reflexo do tempo
Deixe que o tempo resolva
O presente que é a vida.
Passa o tempo
O tempo passou...
E o tempo é minha matéria
O tempo está presente
Está presente o tempo
O tempo presente é presente para nós
Os homens são presentes
Homens e mulheres são presentes
A vida é presente
Presente é a vida
Nunca duvide da vida
Pois ela é o reflexo do tempo
Deixe que o tempo resolva
O presente que é a vida.
Poema inspirado em "Mãos Dadas", de Drummond com estrutura que lembra "No meio do Caminho". A aluna "brincou" com a linguagem, ora usando a palavra presente como demonstração de tempo, ora utilizando como algo recebido.
Autora: Karina Oliveira da turma 82
segunda-feira, 8 de junho de 2009
MÃOS DADAS- DRUMMOND
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE- Dica
O poeta Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato de Dentro, Estado de Minas Gerais, em 31 de outubro no ano de 1902. Em 1916, foi aluno interno no Colégio Arnaldo, da Congregação do Verbo Divino, Belo Horizonte.
Em 1918 estudou no Colégio Anchieta da Companhia de Jesus, em Nova Friburgo, foi laureado em "certames literários". Seu poema em prosa "Onda" foi publicado por seu irmão Altivo, no único número do jornalzinho Maio. Depois, foi expulso do Colégio Anchieta por "insubordinação mental".
Em 1930, Drummond publica seu primeiro livro, Alguma Poesia, em edição de 500 exemplares paga pelo autor, sob o selo imaginário Edições Pindorama, criado por Eduardo Frieiro. Em 1940, publica Sentimento do Mundo, em tiragem de 150 exemplares, distribuídos entre os amigos.
Paralelamente, o poeta durante toda sua vida foi funcionário público e publicou vários livros de poemas. Drummond é considerado um dos maiores poetas brasileiros. Escritor tímido e inteligentíssimo de uma sensibilidade aguda. A poesia de Drummond é feita de combate entre a timidez e a ferocidade. "A sensibilidade, o golpe de inteligência, as quedas de timidez se enterseccionam..."
Só para lembrar, há em nossa biblioteca inúmeros livros de Drummond. Vale a pena lê-lo. Há belos poemas e belas crônicas também. Vá lá e confira!
Fonte de informações: Poesia Completa volume único- editora Nova Aguilar
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